BEHIND the HOUSE

A extensão de elegância nos pormenores

Rita Garcia Interiores

“Nem sempre os trabalhos mais grandiosos e com maior visibilidade
representam os maiores desafios; para mim, o maior desafio é a busca de soluções
para a resolução de problemas aparentemente impossíveis.

Vídeo por Nuno Miguel

Q & A

Entrevista por Maria Ana Marques

Fomos ao Porto falar com a arquiteta de interiores Rita Garcia e responsável pelo atelier com o seu nome. A Rita contou-nos que é a fase da concepção, de todas as fases de desenvolvimento do projecto, que a fascina e é uma das principais razões porque abraçou o desafio desta actividade profissional. Por outro lado, o relacionamento com os clientes também é para esta profissional muito estimulante.

Com uma filosofia própria mas atenta aos detalhes e interesses dos seus clientes, podemos encontrar nos diversos projetos que desenvolve, um sentimento de realização. Para dar o melhor de si em cada projeto, não abdica de fazer um trabalho de pesquisa intenso, de procura constante junto a pequenos comerciantes e artesãos, e de coleções de arte, de mobiliário, de fotografias, de têxteis…

Compreender o que o cliente quer e conseguir integrá-lo num projeto bem sucedido e num serviço de excelência é uma missão para a responsável do atelier. Os dias repletos de desafios, não têm termo com os projetos que têm surgido. A Rita Garcia Interiores pretende continuar a explorar o mercado dedicando tempo ao que mais a apaixona e que no final do dia vai marcar uma viragem na história do seu cliente.

LER REPORTAGEM COMPLETA

1. Quando e como nasceu a Rita Garcia Interiores?
A minha formação é em arquitectura de interiores. Comecei por trabalhar em empresas ligadas à área de decoração e arquitectura. Em 2004, resolvi participar individualmente numa mostra de decoração no Porto, a Casa Decor, e foi também o momento em que decidi montar um gabinete e empresa próprios.

2. Que tipo de projetos desenvolvem? O que vos distingue essencialmente?
Não tenho uma área específica. No início fiz muitos trabalhos relacionados com espaços comerciais. Hoje em dia faço muitas habitações próprias, trabalhos relacionados com hotelaria e também algumas clínicas.

3. Como é um dia típico da vossa equipa?
Não há propriamente dias típicos, porque os dias variam muito tendo em conta os trabalhos que tenho em mãos e na fase em que se encontram. Para se ter uma ideia, tanto posso estar durante um ou mais dias a trabalhar na concepção de um projeto, a desenhar, pesquisar e trocar ideias com as pessoas que trabalham comigo, como posso andar de um lado para o outro nos fornecedores a ver a evolução dos trabalhos (por exemplo no marceneiro, no estofador, etc), como posso estar a visitar fornecedores à procura de materiais, ou ainda no local da obra a tirar medidas ver pormenores, fazer montagens, etc.

4. Conte-nos uma estória curiosa que tenha ocorrido desde a fundação da empresa.
Há sempre muitas peripécias que ocorrem durante as montagens, que são sempre momentos de stress e entusiasmo que dão sempre aso a acontecimentos inéditos e por vezes muito divertidos. No entanto a história que me lembro, de repente, não foi um momento mas mais uma situação de um cliente que me contratou para um trabalho que era a transformação de uma quinta para futura casa do casal, mas não queria que a mulher soubesse porque ele achava que os dois nunca chegariam a um acordo, e ele temia esses confrontos. Claro que isto tinha de ter um fim… Um dia em que para além de projeto e orçamento aprovado já se estava em execução do mesmo, em plena reunião de obra, apareceu a mulher do meu cliente, que sem meias medidas disse… pronto já brincaram o que tinham a brincar, agora como a casa é para mim vamos fazer o que eu quero! Apresentei-me e expliquei todo o projecto, felizmente consegui criar um consenso entre todas as partes.

5. O que mudou desde que entraram neste mercado? O que acham que se mantém?
Mudou o tipo de cliente e as suas pretensões, bem como o género de trabalho. Inicialmente fazia mais espaços comerciais, porque os particulares não procuravam muito os serviços de arquitectos de interiores. Geralmente só pessoas de maior poder económico o faziam. Nestes últimos essa postura mudou muito, e apesar de a maior parte das pessoas sentir que são capazes de decorar e até mesmo intervir de uma forma mais radical nos interiores das suas casas, cada vez procuram mais ajuda. Com o inicio da situação financeira actual, as pessoas começaram a ser muito contidas e a propor projectos mais económicos e limitados. Ainda relacionado com a situação económica do país, começou a haver uma grande aposta em hotelaria, onde inevitavelmente a presença de profissionais de interiores é fundamental.

6. Que tipo de público vos procura?
O público que tem procurado a empresa é variado, muitos particulares, investidores e ultimamente profissionais na área da saúde.

7. O que ambicionam fazer num futuro próximo?
Há sempre projetos na calha e às vezes descura-se um pouco a definição de objectivos e de estratégias, mas isso é fundamental para a saúde de qualquer empresa. Neste momento acho que a versatilidade de trabalhos é a aposta certa.

8. Como se imaginam daqui a 10 anos?
Acho que 10 anos nos dias de hoje é muito tempo para fazer uma previsão. Tento cumprir metas mais curtas, sempre com mudanças e inovação para acompanhar sempre a evolução, para que esses pequenos ciclos se estejam sempre a renovar.

9. Qual o vosso conceito de sucesso?
Sentirmo-nos satisfeitos com o resultado final do trabalho e ver esse trabalho reconhecido pelos clientes e por profissionais. A vinda de contactos através de trabalhos realizados, são também para mim uma forma de sucesso.

10. Numa frase como descreveria o gabinete Rita Garcia Interiores junto dos outros.
O gabinete embora tenha uma identidade muito própria, tenta ser bastante versátil tanto na forma como intervém nos trabalhos, como na abordagem personalizada a cada cliente.

www.ritagarcia.pt


Fotografia por Pedro Lucas