BEHIND the LIFESTYLE

Gelo: a longa-metragem de
Luís & Gonçalo Galvão Teles

Gelo

“Joana ou Catarina? Quem é a personagem real? O Gelo fala de cinema, de histórias,
da vida, da morte, de paixões e da imaginação. Um filme que desafia o espectador a ir
mais longe no seu processo criativo e que oferece uma experiência singular que não
acaba no momento em que o próprio termina.

Fotografia por Pedro Lucas

Q & A

Entrevista por Maria Ana Marques

Foi no Le Chat, em Santos, que fomos conversar com Luís e Gonçalo Galvão, pai e filho, que se uniram naturalmente num processo que os juntou como realizadores. Porquê este local? Porque muitas das cenas do filme o “Gelo” foram gravadas neste restaurante o que o torna ainda mais especial.

Da produtora Fado Filmes, a longa-metragem, que harmoniza ficção científica, romance e mistério foi realizada a quatro mãos e conta com a participação, entre outros, da espanhola Ivana Baquero e dos portugueses Afonso Pimentel, Albano Jerónimo, Ivo Canelas e Inês Castel-Branco.

“Gelo” é a combinação única de diversos elementos, contendo uma história romântica enquadrada por um fundo de ficção científica. Um filme que nos introduz uma história apaixonante e nos faz querer pensar e discutir todos os pormenores que fomos retendo.

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1. Como se uniram neste projecto?
Gonçalo: Surgiu naturalmente e passou por várias fases. Eu tive conhecimento do guião original do Luís Diogo e tentei levá-lo para a frente. Depois o meu pai pegou nele. Passaram-se vários anos e processos complicados, a certa altura o meu pai achou que eu era a pessoa indicada para fazer algumas alterações. Portanto eu tive um trabalho muito longo de reescrita do guião e a certa altura já não conseguia pensar no guião sem pensar na realização. No momento da realização, as decisões estavam também dependentes do guião. Não havia um passo que um desse sem que chamasse o outro.
Luís: Daí começámos a trabalhar a quatro mãos. Foi um processo alucinante.

2. Como surgiu esta paixão pelo cinema?
Luís: paixão não fundamentada, a família não tinha ligação às artes. Quando cheguei ao final do liceu, o escritor Gil Ferreira que era meu professor foi muito influente. Entrei na faculdade de Direito, conheci um outro mundo, e fui entrando no cinema e tomei a decisão que era isso o que queria fazer. Terminei o curso de Direito e segui o cinema.
Gonçalo: Não por influência explicita mas implícita. Não era um filho do plateau. A minha ligação vem da vontade de contar e escrever histórias. Também tirei o curso de Direito mas quando voltei dos EUA, senti a necessidade de conhecer o mundo e senti que devia estar ligado à criatividade. O cinema não foi uma escolha óbvia mas foi algo que descobri que queria fazer.

3. Qual a principal mensagem do filme o Gelo?
Nós queremos que o espectador nos diga qual a história em que acredita e qual a mensagem. Queríamos que a história não se esgotasse no primeiro visionamento e portanto, sendo a imaginação infinita, o espectador pode ir até ao infinito dentro desta própria história.

4. Há mais projectos em agenda onde os dois se vão unir?
Gonçalo: Não há nenhuma dependência. Vamos esperar que outro projecto venha até nós. O tempo dirá se vai voltar a acontecer.

5. Qual foi o maior desafio desta colaboração?
Luís: Já tinham existido várias colaborações conjuntas, mas esta foi a primeira em termos de co-realização.
Gonçalo: Acho que há três momentos importantes: está assente em cerca de 20 anos de cumplicidade, foi mais forte do que nós e para além disso, aconteceu de forma natural. Por outro lado tínhamos a consciência que precisamos e queremos estar os dois aqui.

6. Como é lidar com as expectativas e críticas?
Luís: Estar bem comigo e chegar ao fim do projecto a sentir-me realizado com aquilo que fiz.
Gonçalo: É bom ter uma audiência participativa mas após o filme é importante começar logo a pensar no próximo projecto. Sei que fiz o melhor que podia e a minha consciência está tranquila.

7. O que ambicionam fazer num futuro próximo?
Luís: Pretendo continuar a fazer mais filmes.
Gonçalo: Quero continuar a dar aulas.

8. Numa frase qual o vosso conceito de sucesso?
Luís: Estar bem comigo e lutar em cada situação. Chegar ao fim dos filmes e sentir-me bem com aquilo que fiz.
Gonçalo: Contar a história que queremos contar e viver a vida que queremos viver.

10. Numa frase como descreveriam o filme junto do público.
Luís e Gonçalo: Fala da vida e da importância de viver.

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